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Conbrascom 2019 reúne mais de 160 profissionais da comunicação em São Paulo

Publicado em Quarta, 05 de Junho de 2019
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Conbrascom 2019 reúne mais de 160 profissionais da comunicação em São Paulo

O Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça, o #conbrascom2019, reuniu, no auditório do edifício do MMDC em São Paulo, mais de 160 profissionais de todas as partes do país entre os dias 29 e 31 de maio.

Nesta edição, o tema central trata foi “Inovação, Criatividade e Diversidade em Comunicação Pública”. A realização esteve a cargo do Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), com o apoio do Poder Judiciário de São Paulo e Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

No total, foram sete palestras direcionadas aos profissionais de comunicação de todos os ramos da Justiça – Tribunais, Ministérios Públicos, Defensorias, Conselhos e entidades representativas de magistrados, procuradores, servidores e da advocacia –, além de estudantes e pesquisadores da área.

Além disso, no total foram inscritos 213 trabalhos para o Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2019 (veja a lista dos vencedores).

O #conbrascom2019 ainda contou com o apoio da Tibox Allert Comunicação Interna Digital, Colégio Notarial do Brasil Seção São Paulo, Sinoreg/SP, Aberje e Arisp.

 

Palestra de abertura – Vânia Bueno

A palestra de abertura intitulada Sem Comunicação Não Dá: 11 Princípios Para uma Convivência Mais Positiva e Produtiva, foi com a educadora e consultora em comunicação consciente para o desenvolvimento de líderes, Vânia Bueno. O mundo, segundo ela, vem passando por mudanças profundas e abrangentes que são irreversíveis, como o fato de estarmos conectados o tempo todo. “O surgimento da internet teve um grande impacto na comunicação, transformou a rádio peão em rede peão. Somos comunicadores, mas todos são comunicantes”, salientou.

Vânia Bueno apontou a importância da comunicação eletiva, mas destacou que 70% dos líderes se comunicam mal, de acordo com pesquisas. Ela falou ainda sobre comunicação e comportamento que segundo ela, são essenciais. “Assim como não é possível não se comportar, também não é possível não se comunicar. Comunicação e comportamento são sinônimos”.

Por fim, Vânia citou as 11 dicas para a boa convivência. São elas: sem comunicação não há desenvolvimento; comunicação não é o que você diz é o que o outro entende; não vemos as coisas como elas são, mas como a gente é; pessoas são maiores e mais complexas do que os papéis representam; todo ponto de vista é a apenas a vista de um ponto; comunicação é o alimento das relações; comunicação é a conta-corrente de convivência; comunicação é responsabilidade de todos; a comunicação primordial é comunicação consigo mesmo; a boa comunicação contagia e a má contamina; comunicação consciente é prática para a vida toda.

 

Palestra “Comunicação que inspira e transforma” – Ana Holanda

Em sua palestra, a jornalista e editora da revista Vida Simples, Ana Holanda conta um pouco sobre sua trajetória na comunicação e destaca a “Escrita Afetuosa”, que em poucas palavras é “um texto estabelece uma conversa com o leitor.

“Hoje existem muitos textos carregados de técnica, no entanto, que caem no esquecimento em minutos porque aquilo não se conectou ou tocou na pessoa que o leu. E isso muda quando você passa a trazer a escrita para o cotidiano, o simples. A escrita toca e este texto vai ser lembrado por anos”, afirma. 

A jornalista ainda lembra que qualquer escrita sobre qualquer coisa deve conversar com o outro. “Escrita é basicamente relação. Relação de você com você mesmo, de você com o outro, de você com o entorno ou de você com o mundo”.

 

Palestra “Estratégias de Comunicação em um Mudo em Constante Mudança” – Eraldo Carneiro e Cláudio Cardoso

Eraldo Carneiro começa a palestra falando um pouco sobre a condição atual das pessoas que estão hiperconectadas e os impactos que isso geraram na comunicação, como por exemplo, “hoje nada mais é absoluto”.

“Num mundo onde todo mundo gera conteúdo criou-se então a falta de confiança. E é nisso que os comunicadores devem apostar. Em outras palavras é conquistar a confiança do público de onde ela não existe, fortalecer onde já existe e o desafiador: recuperar de onde foi perdida”, destaca o palestrante.

Em um segundo momento, o engenheiro e doutor em comunicação, Cláudio Cardoso, complementa o pensamento do colega mostrando aos presentes como aplicar dados de maneira simples e direta pode gerar grandes resultados.

“Em um órgão onde se tem menos visitas no site do que em seu próprio prédio é claro que você terá melhor resultado se colocar o ‘edifício’ para falar, seja com televisores ou outras maneiras de comunicação”, exemplificou.

 

Palestra “Por que a diversidade importa?” - Reinaldo Bulgarelli e Ludmilla Di Bernardo

De início, o palestrante Reinaldo Bulgarelli responde a pergunta feita no título da matéria afirmando que “onde tem diversidade há vida”. Neste contexto, ele trata da questão alinhando com os Direitos Humanos essenciais e ínsita os participantes a transformarem características do seu próprio tempo e lugar com o objetivo de dar espaço a diversidade.

“Não existe diversidade sem inclusão. Essas suas palavras andam juntas. Precisamos trazer e valorizar essa diversidade para dentro da organização. Não há como falar do negro, do trans ou do LGBT sem mostra-lo”, destaca.

De modo mais prático, Ludmilla mostrou trabalhos executados pelo órgão em que atua, o MPT/SP, que tratam da temática especificamente de inclusão.

“Com ações do projeto Coordigualdade percebemos que, a comunicação sobre a inclusão e diversidade não precisa só ser feita pelos órgãos institucionais. Trabalhamos em cima de levar conhecimento sobre estas causas até as comunidades que representam a sociedade, pois elas têm papel fundamental em munir este cidadão para que ele passe a cobrar seus direitos”, detalha.

 

Workshop: Inovar é preciso. Mas, dá para fazer isso no serviço público? – André Tamura

De maneira dinâmica, o palestrante contou um pouco sobre a história da impressão, computador, foto e  como estas evoçuções tecnológicas mudaram o nosso comportamento.

Além disso, André usou dinâmicas com os participantes sobre onde se imaginam o próprio futuro e o das instituições onde trabalham.

“Antes das inovações acontecerem não acreditávamos que seria possível. Para inovar você tem que pensar fora da caixa. As vezes o problema não está no peixe e sim no aquário”, disse André, ao lembrar que os organogramas de muitas instituições públicas continuam iguais mesmo com o passar do tempo.

 

Palestra “Comunicação Interna: como dar senso de propósito e abrir caminhos para a inovação” – Paulo Henrique Soares

Mestre em comunicação, Paulo Henrique Soares, chamou a atenção para a tratativa da corporação com o funcionário que tem acesso as novas tecnologias e pode transformar questões internas em grandes crises.

Para evitar isso, ele citou exemplos de termos que precisam ser abolidos da comunicação interna e na sequência mostrou exemplos de engajar e motivar o funcionário a entregar as promessas da empresa.

“Vestir a camisa da empresa’ e dizer ‘somos da família’, termos muito utilizados na comunicação interna e atualmente desnecessários. Família não demite. Quando se faz comunicação para o emprego você precisa em primeiro lugar responder as perguntas básicas a ele como: quem somos, para onde vamos e qual o seu papel nisso tudo. Não adianta você contar coisas que ele sabe que não condizem com o dia a dia. Invista no seu funcionário, sem ele a empresa não passa de um prédio ”, frisa.

 

Palestra “O papel da comunicação para uma Justiça acessível e inclusiva” – Simone Freire e Débora Diniz

A explanação inicial ficou a cargo de Simone Freire que trouxe à tona a questão da inclusão de digital. Segundo ela, quando se fala hoje em acessibilidade a maioria pensa na parte física e se esquece que este público também possui as mesmas necessidades digitais que os demais, como acessar bancos ou mesmo fazer compras pela internet.

“Não é difícil e muito menos caro construir ou mesmo adequar uma plataforma digital para que atenda um deficiente visual. Enquanto comunicadores precisamos olhar para essa parcela da população no órgão em que atuação e até na criação de uma campanha, por exemplo. É um público extremamente ativo e que, inclusive, quer consumir”, ressalta.

A opinião dela foi complementada pela chefe de comunicação da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, Débora Diniz, que apresentou trabalhos feitos pelo órgão onde atua, que foram pensados em atender a essa parcela da população.

Além disso, Débora aproveitou a oportunidade para chamar a atenção aos estigmas que alguns órgãos públicos acabam reforçando ao invés de combater.

“Porque na campanha do adolescente infrator escolhemos a imagem de uma criança negra e na da exploração sexual infantil uma criança branca? Nós não podemos perpetuar o que ocorre lá fora. Precisamos mudar esses estigmas”, afirma.

Veja todas as fotos no //www.flickr.com/photos/133496484@N03/albums/72157708938126187/page1">Flickr do FNCJ. 

(texto: Guilherme Henri)

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